Ubiracy de Souza Braga*

 “Nossa autoestima como nação se apóia, sobretudo, na bola. Não ganhamos nenhum prêmio Nobel; nosso único santo, frei Galvão, ainda é pouco conhecido. Porém, somos o único país do mundo pentacampeão de futebol”.

                                                                                                    Frei Betto

 1 – História e Política: “capital legal do mudo”.

A gênese do capitalista industrial não se processou de um modo gradual como a do agricultor. É indiscutível para Marx e Engels, que muitos pequenos mestres de corporações e até pequenos artesãos mais independentes, ou mesmo trabalhadores assalariados, se transformaram em pequenos capitalistas e (através da extensão do trabalho assalariado e da correspondente acumulação) em capitalista. Na infância da produção capitalista, as coisas passaram em grande parte como na infância das cidades, onde a questão do saber qual dos servos evadidos devia ser o senhor e qual devia ser o servo foi muitas vezes decidida pela mais recente ou mais tardia de sua fuga. Para ambos, o passo de caracol deste método não correspondia de modo algum às exigências comerciais do novo mercado mundial que as grandes descobertas do fim do século XV tinham criado. Mas a Idade Média tinha deixado por herança duas formas distintas de capital, amadurecidas no interior das mais diversas formações econômicas, e que, antes do modo de produção capitalista, são consideradas de qualquer forma o capital usuário e o capital mercantil.

A descoberta do ouro e da prata na América, a extirpação, escravização e enterramento das populações autóctones nas minas, o começo da conquista e pilhagem nas Índias Orientais, a transformação da África numa espécie de coutada para a caçada comercial à peles-negras assinalavam o despontar da era capitalista. Estes processos idílicos são e representam, pois o ponto mais importante da acumulação primitiva. No seu seguimento, vem a guerra comercial das nações européias, que “tiene como teatro todo el globo terráqueo” (Marx, 1973: 731). Daí ser possível admitir Marx como o precursor da crítica analítica da idéia em sua progênie, hoje comum, da globalização. Ela começa com a revolta da Holanda contra a Espanha, assume dimensões gigantescas com a guerra anti-jacobina da Inglaterra e continua ainda com as guerras do ópio contra a China etc. Marx refere-se noutro lugar que a “razão desta erupção foi indiscutivelmente proporcionada pelo canhão inglês que lançou à força sobre a China essa droga soporífera chamada ópio” (Marx, 1973; 1978). Sobre este aspecto vejamos o que nos diz Burns (1967):

  “Entrementes, as potências européias começavam a demarcar novas concessões para si mesmas no continente asiático. Muito antes de 1870 algumas nações européias se haviam empenhado em aventuras de conquistas territorial no Oriente. Já em 1582 os russos tinham atravessado os Urais e, em menos de um século, alcançaram o Pacífico. Em 1763, após eliminar os seus rivais franceses na posse da Índia, os ingleses começaram a subjugar e desenvolver esse país, cuja maior parte foi convertida, em 1858, em possessão da coroa britânica. Em conseqüência da chamada Guerra do Ópio (1842), a Inglaterra forçou os chineses a ceder Hong Kong, e poucos anos depois os franceses estabeleceram um protetorado na Indochina. Em 1858 a Rússia tomou posse de todo o território ao norte do rio Amur e pouco depois fundou a cidade de Vladivostok (Senhora do Ocidente), também em território extorquido à China” (Burns, 1967: 753).

Destarte as diferentes formas de acumulação primitiva distribuem-se pelas formas sociais pioneiras que sustentam com a força bruta o sistema colonial. Pode-se dizer que todas elas empregam o poder de Estado, a força concentrada e organizada da sociedade, para precipitar, como numa estufa, o processo de transformação do modo de produção feudal em modo capitalista e para abreviar a transição. Como diz Marx, “a força é a parteira de qualquer velha sociedade dentro da qual existe uma nova. É ela própria um poder econômico”. Marx faz referência a W. Howitt em seu texto Colonization and Christianity (Londres, 1838) para melhor compreender o sistema colonial cristão: “As barbaridades e atrocidades desesperadas da chamada raça cristã, em todas as regiões do mundo e contra todos os povos que conseguiu submeter, não encontraram paralelo nas de nenhuma raça, por mais grosseira, selvagem, impiedosa e sem vergonha que ela seja, em nenhuma época da história”.

A própria história da administração colonial holandesa, para Marx, “é a história da mais extraordinária lista de traições, subornos, massacres e baixezas”. Nada há de mais característico do que seu sistema de roubar homens para arranjar escravos em Java. Os ladrões de homens eram considerados especialmente treinados. O ladrão, o intérprete e o vendedor como é retratado no filme Mediterrâneo de Gabriele Salvatores (cf. Mediterrâneo, Itália, 1991, 92 minutos, Vídeo Arte) eram os principais agentes deste comércio, os príncipes nativos os principais vendedores. Os jovens apanhados eram encerrados nos calabouços secretos dos Celebes até poderem ser embarcados nos navios escravos.

Diz um relatório oficial: “só a cidade de Macassar está cheia de prisões secretas, cada uma delas mais horrível do que a outra, cheia de desgraçados vítimas da cupidez e da tirania, cheios de grilhetas e correntes, arrancados à força às suas famílias”. Para se apoderarem de Malaca, os holandeses subornaram o governador português. Este os deixou entrar na cidade em 1641. Os holandeses foram imediatamente diretos à sua residência e assassinaram-no, para se “absterem” de pagar 21.875 libras, o preço da traição. Onde quer que cheguem, seguia-se a devastação e o despovoamento, Banjuwangi, uma província de Java, tinha em 1750 mais de 80 mil habitantes; em 1811 tinha apenas 18 mil.

Mesmo nas colônias propriamente ditas, o caráter cristão da acumulação primitiva nunca se contradisse a si próprio. Os sábios virtuosos do protestantismo, partidários da Reforma que entre luteranos, calvinistas, anglicanos, etc., representaram um movimento religioso dos começos do séc. XVI que com a ruptura com a Igreja Católica do séc. XVI originaram numerosas igrejas cristãs dissidentes. A teologia, “é paradigmática desta última conceitualização filosófica e científica do cosmo”. Embora a teologia possa estar mais próxima da mitologia no conteúdo religioso de suas definições da realidade, está mais próxima das mais recentes conceitualizações secularizadas em sua relação social, posto que, “ao contrário da mitologia, as outras três formas historicamente dominantes de mecanismos conceituais passam a ser propriedade de elites de especialistas, cujos corpos de conhecimento foram crescentemente afastados do conhecimento comum da sociedade em conjunto” (Berger & Luckmann 1985:152).

Politicamente falando propuseram um conjunto de mudanças efetuadas na Igreja como fim de torná-las mais fiel à forma de suas origens. Isto fez os puritanos da Nova Inglaterra, imbuídos pelas idéias colonialistas e instituíram em 1673 por intermédio de sua Assembléia, um prêmio de 40 libras por cada “escalpo índio” e por cada “pele vermelha” capturado; em 1720, um prêmio de 100 libras por cada escalpo; em 1744, depois de Massachusets-Bay ter proclamado como rebelde uma “determinada tribo”, ofereciam-se os seguintes preços: por um escalpo masculino de 12 anos ou mais idade, 100 libras (novo câmbio); por prisioneiro masculino, 105 libras; por cada mulher ou criança prisioneiras, 50 libras; por escalpo de mulher ou criança, 50 libras.

Algumas décadas mais tarde, o sistema colonial vingou-se nos descendentes destes piedosos colonos, que, entretanto se tinham tornado rebeldes. Por instigação dos ingleses e a seu soldo, estes eram mortos pelas lanças de guerra dos peles-vermelhas. O parlamento britânico proclamou o suborno dos nativos e o escalpamento literalmente como “meios que Deus e a natureza tinham à sua disposição”. O “sistema colonial”, funcionando como se fosse uma estufa, fez crescer o comércio e a navegação. As Gesellschaften Monopolia de Lutero eram poderosas alavancas para a concentração de capitais. As colônias garantiam um mercado para as novas manufaturas e, através do monopólio de mercado, uma acumulação crescente. Os tesouros roubados fora da Europa, pela pilhagem descarada, pela escravização e pelo assassínio, eram reenviadas ao país de origem, onde se transformavam em capital.

A Holanda, o primeiro país a desenvolver plenamente o sistema colonial, em 1648 tinha atingido o apogeu da sua grandeza comercial. Estava na posse, segundo G. Gülich no ensaio Geschichtliche Darstelung, (Jena, 1830, vol. 1) citado por Marx, “quase exclusiva do comércio da Índia Oriental e do comércio entre o Sudeste e Nordeste da Europa. O seu direito de pesca, a sua marinha e as suas manufaturas ultrapassavam as de qualquer país. O capital total da República devia ser superior ao do conjunto de todo o resto da Europa”. Todavia como adverte Marx, “Gülich esquece-se de acrescentar que pelas alturas de 1648 o povo da Holanda era mais sobre-explorado no seu trabalho, mais pobre e mais brutalmente oprimido do que todos os povos da Europa”.

Contudo, pode-se afirmar que não muito tempo após o começo do século XIX, o tipo de imperialismo alimentado pela Revolução Comercial entrou em vias de extinção. Poucos homens públicos havia ainda que se propusessem defendê-lo; alguns até o condenavam categoricamente, sustentando que as colônias não valiam o que custava adquiri-las e mantê-las. As causas dessa mudança de atitude podem ser encontradas em fatores tais como a decadência do mercantilismo e o interesse absorvente pelo desenvolvimento interno que acompanhou as primeiras fases da Revolução Industrial. À decadência desse primeiro imperialismo segui-se uma pronunciada calmaria na luta pela conquista de possessões externas até por volta de 1870, quando essa atividade se renovou com maior vigor e em escala ainda mais ampla.

Além das diferenças quantitativas, o novo imperialismo apresentava outros notáveis contrastes com o antigo. Enquanto a luta pelo império durante a Revolução Comercial se limitava mormente ao Hemisfério Ocidental e às ilhas tropicais, os teatros principais do imperialismo a partir de 1870, foram a África e a Ásia. Este imperialismo mercantilista orientava-se principalmente no sentido de engrandecer o poder e a riqueza do Estado – acumular ouro nos cofres públicos, para que o governo pudesse manter os exércitos e equipar as armadas; o novo imperialismo agia em benefício dos cidadãos ricos da metrópole, proporcionando saída às suas mercadorias e oportunidades de emprego para o seu capital excedente. As matérias-primas mais ardentemente desejadas pelos imperialistas dos primeiros tempos eram o ouro, a prata, os produtos tropicais e os abastecimentos navais; os novos imperialistas interessavam-se pouco por tais coisas, mas buscavam àvidamente territórios ricos em ferro, cobre, petróleo, manganês e trigo. Como última diferença podemos assinalar o fato de que o antigo imperialismo em geral desencorajava a emigração em larga escala para as colônias, ao passo que um dos objetivos principais do novo é a aquisição de colônias para abrigar o excesso de população das metrópoles.

Enfim, os maiores fatores do revivescimento do imperialismo após 1870 podem, indubitavelmente, ser encontrados na Segunda Revolução Industrial. A industrialização, ao alastrar-se por outros países além da Inglaterra, determinou extensa competição por mercados e por fontes de matérias-primas. A despeito do problema de encontrar saída para o excesso de produtos manufaturados, o governo da maioria dos países acabou cedendo à pressão dos capitalistas que reclamavam tarifas protetoras. Resultou daí uma produção ainda mais elevada e a conseqüente procura de novas colônias como mercados de escoamento para os produtos que a metrópole não podia consumir. Eram tais condições tornou-se virtualmente impossível a prossecução do regime de livre-câmbio internacional, que parecia tão promissor para a paz e a prosperidade do mundo. Queremos dizer com isso que, o novo imperialismo foi em grande parte um produto do nacionalismo e do desenvolvimento de um amplo programa de atividades apostólicas por parte das igrejas da Europa e da América do Norte.

2 – História e Futebol: Cidade do Cabo vira Amsterdã.

Os Países Baixos, em neerlandês: Nederland, literalmente “país baixo”, são um país da Europa Ocidental que constitui a maior parte do Reino dos Países Baixos. É uma monarquia constitucional democrática parlamentar. As fronteiras dos Países Baixos são com o Mar do Norte a norte e a oeste, com a Bélgica ao sul e com a Alemanha a leste. A capital é Amsterdã e a sede do governo é Haia. Os Países Baixos são freqüentemente chamados de Holanda, o que é formalmente incorreto, já que as Holandas do Norte e do Sul são duas de suas doze províncias. O gentílico holandês é o normalmente utilizado para se referir ao povo, à língua e a qualquer coisa que pertença aos Países Baixos, embora mantenha a ambiguidade. Neerlandês é o gentílico não-ambíguo, alternativo.

Sendo uma das primeiras democracias parlamentares, os Países Baixos são um país moderno desde o seu início. Entre outras afiliações, o país é membro fundador da União Europeia (UE), da OTAN, da OCDE, da OMC e assinou o Protocolo de Quioto. Junto com a Bélgica e com Luxemburgo, o país constitui a União Econômica do Benelux. O país é palco de cinco tribunais internacionais: o Tribunal Permanente de Arbitragem, o Tribunal Internacional de Justiça, o Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia, o Tribunal Penal Internacional e o Tribunal Especial para o Líbano. Os quatro primeiros estão situados em Haia assim como a sede da agência da UE de informação criminal, a Europol. Isto levou a cidade a ser apelidada de “capital legal do mudo”.

A equipe laranja, algoz do Brasil nas quartas-de-final, já disputou outras duas decisões, em 1974 e 1978. Nas duas, perdeu para os anfitriões daqueles Mundiais. Na primeira, caiu para a Alemanha e, na segunda para a Argentina. Mas não foi só a Holanda que reviveu uma bela história. A chegada até a semifinal do Mundial de 2010 é a melhor campanha do Uruguai desde 1970, quando os bicampeões mundiais perderam nas semifinais para o Brasil. Até então, todas as Copas do Mundo que foram sediadas fora da Europa tiveram como campeão Brasil, Argentina ou Uruguai. O Brasil conquistou fora do velho continente quatro de seus títulos – apenas o primeiro, em 1958, foi obtido na Suécia. A segunda taça foi levantada no Chile (1962), a terceira veio no México (1970), o tetra saiu nos Estados Unidos (1994), e penta no Japão (2002). O aproveitamento europeu dentro do continente é extremamente alto: das dez Copas disputadas no continente, a única que não foi vencida por um time local foi justamente a de 1958, com o Brasil triunfando na Suécia. Nas quartas-de-final, o cenário da supremacia sul-americana fora da Europa parecia que iria se confirmar novamente. No entanto, todos os europeus venceram seus confrontos e conseguiram garantir o título para o continente.

A torcida holandesa invadiu a Cidade do Cabo para incentivar sua seleção contra o Uruguai na semifinal da Copa do Mundo. Em todas as partes da cidade foi possível notar o grande número de torcedores, que desde cedo já pareciam ter consumido boa quantidade de bebida alcoólica. A confiança da vitória estava estampada no rosto dos aficcionados na equipe do técnico Bert Van Marwijik. Cantos típicos do país foram entoados a todo instante pelas avenidas que davam acesso ao estádio. O grande número de holandesas, quase todas loiras, chamava atenção dos demais turistas e sul-africanos pela belza e simpatia. Vestidos com paletós, camisas, gravatas, calças e meias e até sapatos cor de laranja, os fãs de Sneijder, Robben e Cia desfilaram pelo centro e por pontos turísticos como Table Mountain e Waterfront. Um deles se destacou pelo fato de estar todo de laranja, mas com a camiseta da Seleção Brasileira, adversário que a “Laranja Mecânica” eliminou nas quartas-de-final.

Bibliografia Geral Consultada

Cf. Karl Marx e Friedrich Engels, Sobre o Colonialismo. Lisboa: Editorial Estampa 1978, vol. I, p. 22 e ss; Karl Marx, Sobre o Colonialismo. Ob. cit., vol. II, p. 157 e ss; Carlos Marx, El Capital. Crítica de la Economía Política. Libro Primero. Buenos Aires: Editorial Cartago, 1973, vol. 1, cap. XXXI, “Genesis del Capitalista Industrial”; pp. 730-740; Carlos Marx, Teorias de la Plusvalia. Madrid: Alberto Corazón Editor, 1974, vol. 1 e 2, “onde Marx debía comenzar a demonstrar algo de ´sentido comercial` en sus relaciones con los editores”; Karl Marx, Elementos fundamentales para la crítica de la economia politica (borrador) 1857-1858. 4a edición corregida. Siglo Veintiuno Argentina Editores, 1973. Vols. 1-2; Jacques Arnaut, História del Colonialismo. Ob. cit; Jean Baechler, Les Origenes du Capitalisme. Paris: Éditions Gallimard, 1971, “La genèse du capitalisme”, pp. 105-180; Leo Huberman, História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1974, onde especifica as mudanças territoriais do mapa da África que nos últimos 100 anos pertencia aos que nela habitavam etc.; pp. 259-270; T. B. Bottomore e Maximilien Rubel, Sociologia e Filosofia Social de Karl Marx. Textos Escolhidos. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1964, parte 3 – “Sociologia do Capitalismo”, pp. 129-207; Homi K. Bhabha, “A questão do ‘Outro’: diferença, discriminação e o discurso do colonialismo”. In: Heloisa Buarque de Holanda (org.), Pós-Modernismo e Política. Rio de Janeiro: Rocco, 1992, pp. 177-203. Sobre a questão da exploração da manufatura “como um centro potencial de rebelião política”. Cf. E. P. Thompson, A Formação da Classe Operária Inglesa – II – A maldição de Adão – v. 3. A força dos trabalhadores. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, pp. 11 e ss. E. P. Thompson, “Algumas Observaciones sobre Clase y ´Falsa Consciencia`”. In: História Social. Valencia: Instituto de Historia Social – UNED, primavera-verano, n° 10, 1991. Do ponto de vista político Marx pode ser visto na análise biográfica de Franz Mehring, Carlos Marx y los Primeros Tiempos de la Internacional. Barcelona: Ediciones Grijalbo, 1975; Peter L. Berger, A Construção Social da Realidade: tratado de sociologia do conhecimento. 21ª edição. [Por] Peter L. Berger e Thomas Luckmann. Petrópolis (RJ): Vozes, 1985; Idem, P. Huntington Samuel, Muitas Globalizações. Rio de Janeiro: Record, 2004 entre outros.

* Sociólogo (UFF), Cientista Político (UFRJ), Doutor em Ciências junto à Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Professor da Coordenação do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Ceará (uece).

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